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O primeiro e último dia!

Hoje eu quero falar de coragem . Da minha coragem. Coragem de ser eu … mesmo ainda não sabendo exatamente quem sou. Confuso, né? Eu sei. Mas vou tentar explicar. Voltei a trabalhar depois de 4 meses afastada. Nem preciso entrar nos motivos. E foi assim: o meu primeiro dia de volta foi também o meu último dia, pois eu simplesmente abandonei o trabalho. Sim, abandonei. Existem coisas na vida que a gente não precisa aceitar, nem passar e nem deixar passar. E uma delas é o abuso. Ninguém pode ultrapassar os nossos limites . E pra isso, a gente precisa saber exatamente quais são. Abandonei porque a diretora da escola achou que poderia me humilhar . E dessa vez eu disse não, mesmo sem dizer uma só palavra. Eu tive coragem de ir embora. De largar tudo como forma de dizer que eu não aceito ser tratada assim. Eu já fui muito abusada, infelizmente de TODAS as maneiras que você imaginar.  Hoje eu reconheço o abuso e não aceito. De ninguém. Voltei pra casa e tive muito orgulho de mi...

Antes da casa acordar

Eu gosto de acordar cedo, antes de todo mundo. Gosto do silêncio da casa ainda dormindo, como se o dia estivesse suspenso por alguns minutos só pra mim. Não tem vozes, não tem pedidos, não tem urgência. Só o barulho baixo dos meus passos e o som familiar da cafeteira começando a trabalhar.

Eu gosto de acordar cedo, antes de todo mundo. Gosto do silêncio da casa ainda dormindo, como se o dia estivesse suspenso por alguns minutos só pra mim. Não há vozes, pedidos ou pressa; só o barulho baixo dos meus passos no piso de madeira e o som familiar da cafeteira começando a trabalhar. Gosto desse silêncio, gosto de estar só, mas não no sentido de solidão — não sinto tristeza por estar sozinha; sinto o que chamo de solitude, uma presença tranquila comigo mesma, uma companhia que não cobra nada e não exige nada além da minha atenção.

Fazer café nesse horário tem algo de ritual. O cheiro se espalha devagar, e eu sinto que vou acordando junto com a casa, mas sem pressa de acordá-la. É um tempo que não pede produtividade, não cobra resposta, não exige nada além de presença.

Sentar com uma xícara quente nas mãos e um livro aberto é como criar um pequeno abrigo antes do mundo começar. Leio sem a obrigação de terminar capítulos, apenas leio. 

Mesmo que o resto do dia venha com barulho, pressa e demandas, esses primeiros minutos de silêncio permanecem comigo. É como um ritual, meu cuidado silencioso, meu ponto de equilíbrio. E é nesse silêncio, com a casa ainda dormindo e o mundo lá fora ainda bem quietinho, que eu me sinto mais presente, mais calma e profundamente em paz.


Mari🌻

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