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Destaques

O primeiro e último dia!

Hoje eu quero falar de coragem . Da minha coragem. Coragem de ser eu … mesmo ainda não sabendo exatamente quem sou. Confuso, né? Eu sei. Mas vou tentar explicar. Voltei a trabalhar depois de 4 meses afastada. Nem preciso entrar nos motivos. E foi assim: o meu primeiro dia de volta foi também o meu último dia, pois eu simplesmente abandonei o trabalho. Sim, abandonei. Existem coisas na vida que a gente não precisa aceitar, nem passar e nem deixar passar. E uma delas é o abuso. Ninguém pode ultrapassar os nossos limites . E pra isso, a gente precisa saber exatamente quais são. Abandonei porque a diretora da escola achou que poderia me humilhar . E dessa vez eu disse não, mesmo sem dizer uma só palavra. Eu tive coragem de ir embora. De largar tudo como forma de dizer que eu não aceito ser tratada assim. Eu já fui muito abusada, infelizmente de TODAS as maneiras que você imaginar.  Hoje eu reconheço o abuso e não aceito. De ninguém. Voltei pra casa e tive muito orgulho de mi...

Aceite-me como eu for, seja quem eu for.

 

Take Me as I Am, Whoever I Am (Aceite-me como eu for, seja quem eu for).

Esse é o título de um dos episódios mais marcantes de Modern Family. Talvez tenha sido tão especial para mim porque me identifiquei completamente. A personagem, Lexi, é bipolar e descreve com muita honestidade como nós, bipolares, funcionamos.

Depois de ser demitida de vários empregos e perder relacionamentos e amizades, Lexi decide mudar de rumo. Ela busca tratamento, fala abertamente sobre sua bipolaridade com amigos e familiares e até conta sua história em um site de relacionamento. Seu objetivo com tamanha sinceridade é encontrar alguém que esteja disposto a encarar o pacote completo. Quem aceita se envolver com alguém cheia de nuances, sabendo que nem todas serão fáceis de lidar.

Enquanto ela narra a própria história, eu me pego pensando na minha. Quantos empregos eu tive? Quantos amigos eu perdi? Quantas pessoas desistiram de mim por me acharem difícil, instável, desequilibrada? Quantas vezes ouvi alguém dizer, em tom de brincadeira, que eu “pareço bipolar”, sem saber que eu sou de fato. Sem saber o peso que essa palavra carrega quando não é piada, quando é realidade.

Esse título me bate forte porque ele resume algo que eu já sei há muito tempo: eu tenho várias versões de mim mesma. Algumas são leves, outras intensas. Algumas são fáceis de amar, outras exigem mais (muita) paciência. Mas todas elas eu posso garantir que são verdadeiras.

Mas, nem tudo é ruim, assim como Lexi teve quem decidiu por ficar, eu também tenho as pessoas que ficaram (poucas, mas as melhores). Pessoas que me aceitam como eu sou, nos meus melhores e nos meus piores dias. A elas eu sinto uma gratidão (mesmo não suportando mais essa palavra) enorme. Elas aceitam o pacote completo e complexo que sou. Com elas eu não preciso me esconder nem me encolher para caber e esse é sem dúvidas - AMOR!


Mari 🌻


Um gostinho do episódio!


Comentários

  1. Tô lendo e pensando: gente, eu não te acho difícil, desequilibrado e etc... aí com meus pensamentos intrusivos: "é porque você também é Rayssa" 😂😂 e, que bom né? Detesto mesmo o mundo de típicos hahahahahaha. Te amo Tora, cê é Tora ❤️

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