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Esse não é um blog bonito. Não é organizado. Não é inspirador todos os dias. Este espaço existe porque guardar tudo dentro, machuca. Os textos são escritos à mão livre. Sem filtro. Sem revisão. Sem correção gramatical. Do jeito que chegam, quando chegam. Às vezes confusos. Às vezes repetitivos. Às vezes pesados. Reais. ONDAS DE BIPOLARIDADE não é sobre superação. É sobre existência.
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Aceite-me como eu for, seja quem eu for.
“Take Me as I Am, Whoever I Am” (Aceite-me como eu for, seja quem eu for).
Esse é o título de um dos episódios mais marcantes de Modern Family. Talvez tenha sido tão especial para mim porque me identifiquei completamente. A personagem, Lexi, é bipolar e descreve com muita honestidade como nós, bipolares, funcionamos.
Depois de ser demitida de vários empregos e perder relacionamentos e amizades, Lexi decide mudar de rumo. Ela busca tratamento, fala abertamente sobre sua bipolaridade com amigos e familiares e até conta sua história em um site de relacionamento. Seu objetivo com tamanha sinceridade é encontrar alguém que esteja disposto a encarar o pacote completo. Quem aceita se envolver com alguém cheia de nuances, sabendo que nem todas serão fáceis de lidar.
Enquanto ela narra a própria história, eu me pego pensando na minha. Quantos empregos eu tive? Quantos amigos eu perdi? Quantas pessoas desistiram de mim por me acharem difícil, instável, desequilibrada? Quantas vezes ouvi alguém dizer, em tom de brincadeira, que eu “pareço bipolar”, sem saber que eu sou de fato. Sem saber o peso que essa palavra carrega quando não é piada, quando é realidade.
Esse título me bate forte porque ele resume algo que eu já sei há muito tempo: eu tenho várias versões de mim mesma. Algumas são leves, outras intensas. Algumas são fáceis de amar, outras exigem mais (muita) paciência. Mas todas elas eu posso garantir que são verdadeiras.
Mas, nem tudo é ruim, assim como Lexi teve quem decidiu por ficar, eu também tenho as pessoas que ficaram (poucas, mas as melhores). Pessoas que me aceitam como eu sou, nos meus melhores e nos meus piores dias. A elas eu sinto uma gratidão (mesmo não suportando mais essa palavra) enorme. Elas aceitam o pacote completo e complexo que sou. Com elas eu não preciso me esconder nem me encolher para caber e esse é sem dúvidas - AMOR!
Mari 🌻
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Comentários

Tô lendo e pensando: gente, eu não te acho difícil, desequilibrado e etc... aí com meus pensamentos intrusivos: "é porque você também é Rayssa" 😂😂 e, que bom né? Detesto mesmo o mundo de típicos hahahahahaha. Te amo Tora, cê é Tora ❤️
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