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Destaques

O primeiro e último dia!

Hoje eu quero falar de coragem . Da minha coragem. Coragem de ser eu … mesmo ainda não sabendo exatamente quem sou. Confuso, né? Eu sei. Mas vou tentar explicar. Voltei a trabalhar depois de 4 meses afastada. Nem preciso entrar nos motivos. E foi assim: o meu primeiro dia de volta foi também o meu último dia, pois eu simplesmente abandonei o trabalho. Sim, abandonei. Existem coisas na vida que a gente não precisa aceitar, nem passar e nem deixar passar. E uma delas é o abuso. Ninguém pode ultrapassar os nossos limites . E pra isso, a gente precisa saber exatamente quais são. Abandonei porque a diretora da escola achou que poderia me humilhar . E dessa vez eu disse não, mesmo sem dizer uma só palavra. Eu tive coragem de ir embora. De largar tudo como forma de dizer que eu não aceito ser tratada assim. Eu já fui muito abusada, infelizmente de TODAS as maneiras que você imaginar.  Hoje eu reconheço o abuso e não aceito. De ninguém. Voltei pra casa e tive muito orgulho de mi...

Energia também oscila


Tem dias em que meu corpo e minha cabeça acordam em sintonia, alinhados como um passo de dança a dois. Tudo parece coordenado, fluido. Mas, de repente, algo se perde. Eles se desalinhavam, ficam fora de compasso, como se, no meio da dança, um errasse o passo e os dois esquecessem a coreografia que até então funcionava tão bem.

Hoje foi assim. Acordei com energia e fiz um monte de coisas produtivas. Fui ao mercado, limpei a casa, preparei uma comida deliciosa para o almoço. Tudo seguia num ritmo bom. Depois do almoço, resolvi tirar um cochilo — e acho que não me fez bem. Acordei pesada, sem energia, desconectada de mim.

Mesmo assim, decidi me mover. Aquele famoso “vou dar o meu mínimo, que hoje é o meu máximo”. Fiz 20 minutos de esteira, fracos, quase arrastados, mas fiz. Talvez mais para aliviar a culpa do que por disposição.

E então veio a cobrança. Cobro performance, cobro ter feito mais tempo, cobro o porquê de ter sido tão difícil. Como se não bastasse dançar fora do ritmo, eu ainda precisasse me punir por isso.

Mas é isso, né? Nem todo dia vai ser bom, nem todo dia o corpo e a cabeça vão conseguir dançar no mesmo compasso. Hoje foi só mais um daqueles dias em que a energia acabou na hora errada. Talvez amanhã seja diferente. Talvez o ritmo volte, talvez não. E tudo bem. Hoje eu fiz o que deu, mesmo cansada, mesmo desconectada. E isso também conta.


Mari🌻

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