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Esse não é um blog bonito. Não é organizado. Não é inspirador todos os dias. Este espaço existe porque guardar tudo dentro, machuca. Os textos são escritos à mão livre. Sem filtro. Sem revisão. Sem correção gramatical. Do jeito que chegam, quando chegam. Às vezes confusos. Às vezes repetitivos. Às vezes pesados. Reais. ONDAS DE BIPOLARIDADE não é sobre superação. É sobre existência.
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Energia também oscila
Tem dias em que meu corpo e minha cabeça acordam em sintonia, alinhados como um passo de dança a dois. Tudo parece coordenado, fluido. Mas, de repente, algo se perde. Eles se desalinhavam, ficam fora de compasso, como se, no meio da dança, um errasse o passo e os dois esquecessem a coreografia que até então funcionava tão bem.
Hoje foi assim. Acordei com energia e fiz um monte de coisas produtivas. Fui ao mercado, limpei a casa, preparei uma comida deliciosa para o almoço. Tudo seguia num ritmo bom. Depois do almoço, resolvi tirar um cochilo — e acho que não me fez bem. Acordei pesada, sem energia, desconectada de mim.
Mesmo assim, decidi me mover. Aquele famoso “vou dar o meu mínimo, que hoje é o meu máximo”. Fiz 20 minutos de esteira, fracos, quase arrastados, mas fiz. Talvez mais para aliviar a culpa do que por disposição.
E então veio a cobrança. Cobro performance, cobro ter feito mais tempo, cobro o porquê de ter sido tão difícil. Como se não bastasse dançar fora do ritmo, eu ainda precisasse me punir por isso.
Mas é isso, né? Nem todo dia vai ser bom, nem todo dia o corpo e a cabeça vão conseguir dançar no mesmo compasso. Hoje foi só mais um daqueles dias em que a energia acabou na hora errada. Talvez amanhã seja diferente. Talvez o ritmo volte, talvez não. E tudo bem. Hoje eu fiz o que deu, mesmo cansada, mesmo desconectada. E isso também conta.
Mari🌻
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