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Destaques

O primeiro e último dia!

Hoje eu quero falar de coragem . Da minha coragem. Coragem de ser eu … mesmo ainda não sabendo exatamente quem sou. Confuso, né? Eu sei. Mas vou tentar explicar. Voltei a trabalhar depois de 4 meses afastada. Nem preciso entrar nos motivos. E foi assim: o meu primeiro dia de volta foi também o meu último dia, pois eu simplesmente abandonei o trabalho. Sim, abandonei. Existem coisas na vida que a gente não precisa aceitar, nem passar e nem deixar passar. E uma delas é o abuso. Ninguém pode ultrapassar os nossos limites . E pra isso, a gente precisa saber exatamente quais são. Abandonei porque a diretora da escola achou que poderia me humilhar . E dessa vez eu disse não, mesmo sem dizer uma só palavra. Eu tive coragem de ir embora. De largar tudo como forma de dizer que eu não aceito ser tratada assim. Eu já fui muito abusada, infelizmente de TODAS as maneiras que você imaginar.  Hoje eu reconheço o abuso e não aceito. De ninguém. Voltei pra casa e tive muito orgulho de mi...

Eu, de novo!


Oi, Sumida… quanto tempo, né? Eu tava até com saudade de escrever. Fazia tempo que eu não parava pra colocar pra fora o que tá aqui dentro. Mas parece que fiquei sem assunto por uns dias. 

Aconteceram coisas nesses últimos dias, principalmente aqui dentro. Coisas boas, mas outras nem tanto.

Semana passada eu tive uma recaída da depressão. Foi uma semana bem ruim, cheia de pensamentos pesados, daqueles intrusivos que chegam sem pedir licença e vão puxando tudo pra baixo. Parece que tá tudo esmoronando mesmo. Dormi mal demais, acordando várias vezes à noite, a cabeça acelerada, confusa… e zero energia, ze-ro.  Até conversar parecia difícil, interagir então, nem me fale. A vontade era só me trancar no quarto e ficar sozinha até isso passar, até essa massa ruim ruim resolver ir embora do meu corpo.

As coisas começaram a melhorar na quinta, depois da terapia. Foi um alívio enorme, como se eu tivesse tirado com a mão. Tenho tentado fazer isso: colocar tudo pra fora. Na terapia tenho falado de assuntos bem difíceis, coisas que machucam, que incomodam, mas que eu sei que são necessárias pra minha cura.

São assuntos que machucam? Demais.
São assuntos que incomodam? Para um cacete. 

Tem momentos que eu paro e penso: “Que merda que eu passei por isso… que merda que eu não percebi enquanto tava vivendo.” Mas eu não fico presa nisso, não. Acabou a sessão, eu já entro no modo processar e seguir em frente. Pelo menos nisso eu me sinto forte. Parece que quando eu viro uma chave, eu viro mesmo.

Desde sexta eu tô melhor. Não vou dizer que tô a mil porque seria exagero… mas eu tô mais eu. Sabe aquela sensação de se reconhecer de novo? De caber dentro de si mesma? Eu, tô eu! Sabe quando você se sente você? Que você consegue se encaixar dentro de si e as coisas só fluem? Eu amo quando isso acontece. Parece algo simples pra muita gente, mas pra quem é bipolar é quase motivo de comemoração. Então melhor nem falar muito alto pra não estragar, né?

Tenho lido, feito artesanato, cozinhado… essas coisas estão me ajudando a ocupar o tempo e a diminuir a ansiedade, principalmente aquela coisa com a comida. Inclusive, quero muito falar depois de um livro que li, que fala sobre relação com a comida. Foi uma leitura que mexeu comigo de um jeito bom.

Por hoje é isso.
Mais um texto meio cheio, meio bagunçado… igual minha cabeça.

Mari 🌻

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