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O primeiro e último dia!

Hoje eu quero falar de coragem . Da minha coragem. Coragem de ser eu … mesmo ainda não sabendo exatamente quem sou. Confuso, né? Eu sei. Mas vou tentar explicar. Voltei a trabalhar depois de 4 meses afastada. Nem preciso entrar nos motivos. E foi assim: o meu primeiro dia de volta foi também o meu último dia, pois eu simplesmente abandonei o trabalho. Sim, abandonei. Existem coisas na vida que a gente não precisa aceitar, nem passar e nem deixar passar. E uma delas é o abuso. Ninguém pode ultrapassar os nossos limites . E pra isso, a gente precisa saber exatamente quais são. Abandonei porque a diretora da escola achou que poderia me humilhar . E dessa vez eu disse não, mesmo sem dizer uma só palavra. Eu tive coragem de ir embora. De largar tudo como forma de dizer que eu não aceito ser tratada assim. Eu já fui muito abusada, infelizmente de TODAS as maneiras que você imaginar.  Hoje eu reconheço o abuso e não aceito. De ninguém. Voltei pra casa e tive muito orgulho de mi...

Nem um minuto de paz!


Na minha última sessão de terapia, contei o quanto a minha cabeça não para de trabalhar  nem à noite. Ela traça planos, organiza a vida inteira e, como se não bastasse, decidiu que cantar é uma nova modalidade. Sim, cantar DURANTE o sono. Sério. Por que agora eu inventei de cantar ao invés de só dormir? Nem sei se estou acordada ou dormindo. Só sei que eu canto. E as músicas? Aleatórias e de péssimo gosto. Uma das últimas do repertório foi: “Ela não anda, ela desfila. Ela é top, capa de revista. Ela arrasa no look, tira foto no espelho pra postar no Facebook.” Oi? WTF?

Minha cabeça é tão perturbada que me deixa exausta. Mentalmente destruída e fisicamente esgotada. Acordo me sentindo como se tivesse lutado contra um dragão durante a madrugada inteira. Não basta o cansaço normal, tem sempre por onde piorar. 

E esse remédio que eu tô tomando à noite… Ah, meu Deus. Parece que bebi dois litros de sonífero de uma vez. O sono vem pesado, rápido e sem pedir licença, daquele tipo que chega e não te deixa nem piscar o olho. Além disso, tenho que tomar ele ingerindo 350 calorias, e olha, isso tem sabotado a dieta que eu tenho tentado seguir. Mas aí depois do sono pesado, eu acredito que algumas horas depois o efeito dele é rebote, só pode! Eu acabo ficando agitada, sonhando feito louca e acordando umas novecentas vezes durante a noite. Uma merda. 

Eu queria mesmo era trocar de medicação, mas morar aqui nesse lugar é tipo tentar achar Wi-Fi no deserto. Então continuo nesse loop maluco, torcendo pra me adaptar ou, quem sabe, conseguir outro remédio futuramente.

E esse é só mais um dos meus desabafos aleatórios. Sempre com a intenção de aliviar a mente, o coração e, de quebra, evitar surtar de vez. Porque, né… é melhor rir para não chorar, ou melhor, escrever pra não pirar!


Mari 🌻

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